Meditação Thetahealing

Priscylla Lins Leal & Heliana Mettig


Há um vasto material que aborda sobre o poder infinito da mente, do subconsciente, da importância da mente e dos pensamentos na criação de nossas realidades. No entanto, ir além de acessar estas informações, ao buscar colocar em prática, pode lhe fazer vivenciar o desafio de como fazer esta mudança acontecer em sua vida, de como operar este poder de transformação no cotidiano.


Compreender como um sistema de crenças regem as nossas vidas e como podemos modificar este sistema a partir desta visada, nos abre para a possibilidade de nossa própria reinvenção e este é o caminho que o Thetahealing se propõe.


Da eternidade que viemos e retornamos, a nossa vinda neste plano, da gestação ao nascimento, chegamos ao mundo em nossa potência expandida. E na vivência de todas as fases de nossas vidas, em nossos processos de socialização com a família, amigos, escola, trabalho, nas nossas relações vamos incorporando crenças que vão nos constituindo. Algumas destas crenças acessamos a impotência, que nos paralisam e limitam em nossas relações. E há momentos na vida que despertamos para o chamado de vivermos a nossa plena potência, em abertura do Ser no mundo e este convite nos abre para uma jornada de autoconhecimento e transformações.


Nesse contexto, para escrever sobre a meditação Thetahealing é preciso introspecção para se abrir na compreensão de um universo além da dimensão física, no entendimento que há diversos níveis de realidade e planos de existência. Impossível achar que vamos contemplar todas os aspectos da técnica em um breve texto, mas quem sabe, nos aproximar deste universo.


E do nosso caminhar é que nós duas em nossa convergência de sermos mulheres, donas de casa, mães, esposas, educadoras, reikianas, dos movimentos das Ecovilas e Cidades em Transição, fizemos a formação em momentos distintos, temos as nossas próprias vivências com Thetahealing e estamos aqui a partilhar desta aprendizagem.


Comecemos por resgatar sua origem. A visão de Vianna Stibal, como massoterapeuta de formação, conduzia sua prática de atendimentos de forma muito intuitiva. Até que chegou um tempo em que precisou se dedicar à uma cura pessoal, quando diagnosticada com uma doença, considerada incurável. Nesse processo, intuiu que poderia utilizar em si mesma a técnica que utilizava durante seus atendimentos, em que, por meio de “uma conversa com o Criador”, movia mudanças profundas nas células, alterando o DNA. Nessa experiência de cura, se comprometeu em sistematizar e divulgar a técnica para o máximo de pessoas possível.


A partir de então, aos poucos foi organizando o que acessava durante o processo de cura e compilou na forma de livros, promovendo palestras e cursos. Muitos encontram no Thetahealing, uma compilação de conhecimentos ancestrais que auxiliam no processo de autoconhecimento, ao acesso à ao inconsciente, levando a mudanças físicas e emocionais, ao trabalhar com traumas e crenças limitantes, ressignificando-as.


De certa forma, todos acessam a frequência Theta diariamente, um estado de profundo relaxamento, o que equivale à sensação de sono, próximo ao momento de ir dormir, assim como, o momento de acordar. A diferença é que se aprende a acessar esta frequência de forma consciente, por meio da meditação. O Thetahealing é uma prática de meditação em que co-criamos com O Criador de Tudo o Que É. Assim, nesta meditação vamos ao sétimo plano da existência e “O processo de ir ao Sétimo Plano desbloqueará porta em sua mente e o conectará com Tudo o Que É. É como conectar os neurônios de seu cérebro de volta a sua origem.” (STIBAL, 2016, p.55). Assim, esta vivência nos possibilita retirar o véu da separação e percebermos que estamos conectados.


Dentre os princípios fundamentais deste recurso terapêutico, estão o Amor incondicional acessado pela pessoa em cuidados e o terapeuta - que se coloca verdadeiramente à serviço - seguida da identificação de crenças limitantes - aprofundadas durante uma conversa terapêutica - a entrega, a abertura pessoal, o desprendimento e a experiência prática de colocar-se a serviço ao outro, com alto grau de amor dedicado no processo de identificar, visualizar e testemunhar a substituição das crenças.


Importante ressaltar que as crenças identificadas e sua substituição, passam por uma consulta e permissão da pessoa, sendo ressignificadas, segundo o Criador. Em seguida, são realizados comandos, pelo Bem Maior, testemunhados de forma a visualizar a transformação acontecendo no nível das células. Nesse processo, o terapeuta serve de mediador no diálogo entre a pessoa e seu subconsciente, de forma que, muitas vezes, este não lembra de detalhes após o atendimento.


A Vianna Stibal nos fala que cada pessoa é uma jóia que precisa ser polida para fazer brilhar e, das facetas da jóia do Thetahealing, como Stibal (2016, p.34) nos traz estão: “o poder das palavras e dos pensamentos; as ondas cerebrais; os sentidos psíquicos e os chacras; o livre-arbítrio, a cocriação; o poder da observação e de ser testemunha; o comando; O Criador de Tudo o Que É”.


Quando nos foi perguntado qual o melhor momento de se procurar essa técnica, pode-se imaginar quando nos percebemos com algum aspecto da vida com dificuldades para lidar pelas formas mais habituais. A meditação Thetahealing conduz à uma conversa direta com o Criador - praticante e terapeuta acessam juntos o sétimo plano de existência e co-criam a realidade, de acordo com o Bem Maior, conectam a consciência mais profunda de cada Ser.


O processo continuado conduz ao autoconhecimento. É um caminho de suporte ao crescimento pessoal, por meio da substituição de crenças que limitam sua expansão em diversos aspectos da vida por conceitos da sabedoria do Criador, sempre sob seu consentimento, com graça e leveza.


Assim, nos movemos na mudança que queremos ser na vida, ressignificando a nós mesmos como um ato de criação que nos inspira, em uma arte resistente, as palavras de Galeffi (2017, p.24) quando diz: “realizar o sumo banquete do ser vivente criando-se além do já criado, deixando de ser para tornar-se transformatividade dadivosa”. Recriar a nós mesmos, substituindo as crenças limitantes em todos os níveis é uma ação transformativa que pode despertar o curador de si mesmo.


Referências:

GALEFFI, D. (2017). A arte como território de resistência: uma perspectiva polilógica. Iberoamérica Social: revista-red de estudios sociales VIII, pp. 22 - 25. Recuperado en http://iberoamericasocial.com/a-arte-como-territorio-de-resistencia-uma-perspectiva-polilogica

STIBAL, Vianna. Thetahealing: uma das mais poderosas técnicas de cura energética do mundo. São Paulo: Madras, 2016.

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